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terça-feira, 12 de abril de 2022
1984 - Aniceto do Imperio - Partido Alto Nota 10
01 - Partido alto
02 - Desaforo (com Martinho da Vila)
03 - É fogo
04 - Chega devagar (com Roberto Ribeiro)
05 - Difícil
06 - Ginga de yayá (com Zezé Motta)
07 - Quando louvar partideiro
08 - Entrevista (com João Nogueira)
09 - És partideiro?
10 - Quem é teu pai (com Ivone Lara)
11 - Mulher na presidência
12 - Dona Maria Luiza (com Clementina de Jesus)
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sexta-feira, 27 de abril de 2018
1968 - Pixinguinha, Clementina de Jesus, João da Baiana - Gente Da Antiga

Texto da contracapa do álbum, conforme transcrição postada no blog Samba de Raiz:
"Não se pretende aqui fazer a apresentação biográfica de Pixinguinha (23-abril-1898), de Clementina de Jesus (7-fevereiro-1902) e de João da Bahiana (17-maio-1887). Não seria numa contracapa que essa tarefa poderia ser resolvida, mesmo porque suas vidas cobrem um período bastante longo de nossa história musical e essa abordagem acabaria resultando num verdadeiro tratado. Para alguns puristas e pretensos donos da verdade, parecerá imprudente revelar ao público a imagem envelhecida de três artistas tão relevantes. Eu tenho especial amor e respeito por essa arte assim pensada, que o tempo tratou de cristalizar. Acho que a velhice não apaga o essencial e, pelo contrário, dá a coloratura exata e até dimensiona o verdadeiro artista. Mas o que esse disco aborda é por si tão eloqüente que nem vemos necessidade de nos alongarmos em considerações supérfulas. Ele sensibilizará os verdadeiros sensíveis, eis tudo. Em 10, 11 e 17 de janeiro de 1968 foram gravadas as dezesseis faixas que possibilitaram a seleção das doze aqui apresentadas. Não se projetou nenhum arranjo, mesmo porque se quis preservar um caráter de absoluta espontaneidade de cada um – quase a revivência do clima das antigas festas da Penha, em que se fazia música por absoluto amor. A presença de Pixinguinha, todos sabem, enternece pela sua lindeza. Seus quase setenta anos não alteraram a sua inventiva. Com seus setenta e cinco anos, mãe Clementina deixava transparecer a emoção de se ver em tão ilustre companhia. João da Bahiana? Quem já não o viu passar, com seu terno branco, sua imensa gravata de “pois”, seu cravo na lapela? Seu único problema, e que o afligia terrivelmente, é se deveria ou não cantar com a dentadura – pois não queria ver prejudicada sua articulação. É necessário que se faça especial destaque ao flautista Manoelzinho, que vim conhecer naquelas inesquecíveis noitadas do Zicartola, e que logramos “caçar” (a história seria grande) para esta gravação. Aliás, diga-se que foi um custo ajeitar Pixinga no microfone, tal a sua preocupação em não “cobrir” com seu potente saxofone os solos que destinou ao flautista. O mestre ficava de lado, aquele jeito de santo, no seu nunca por demais louvado contraponto, sublinhando com sorrisos e gestos cada passagem bonita que se obtinha aqui e ali. Ao historiar cada faixa deste álbum, quero dizer da tremenda força que deu a este LP o trio Canhoto-Dino-Meira, músicos excelentes, privilegiados, únidos do gênero. Na “cozinha”, atuaram com uma prodigalidade enorme de talento, os ritmistas Marçal, Gilberto, Luna e, em seus solenes atabaques, o grande Jorge Arena. O coro foi constituido por Zezinho, Nelson Sargento, Anescar, Pedrinho Rodrigues, Jairzinho da Portela, Jair Avellar e Copacabana. O maestro Nelsinho, que foi o braço direito de Pixinga nesta gravação, atuou na “briga” com seu trombone de gafieira. O LP está assim distribuído:
OS OITO BATUTAS — O diálogo de flauta e saxofone sobre a leve intervenção do trombone de Nelsinho. O choro foi composto por volta, de 1921 quando Pixinga foi incumbido de organizar o depois celebre conjunto *Os 8 batutas”.
YAÔ — Segundo Pixinguinha, Gastão Vianna gostava de fazer sambinhas afro-brasileiros com palavras africanas. João da Bahiana, que sola o número explica: “Yaô são as filhas de santo do terreiro. Aquicó é o galo, peru adié a galinha. Isso que dizer: o galo com as galinhas no terreiro fazem inveja pros rapazes solteiros. Jacutá de preto velho: casa de babalaô. Oxóssi é São Sebastião. Vamos saravá Xangó: vamos saudar São Jerônimo.
ROXÁ é roxa, ou seja, mulher negra. Essa batucada, Clementina escutou-a primeiramente na casa de Maria de Nenén, durante os pagodes de São Jorge, lá em Oswaldo Cruz. Então se organizava a roda de samba e Quelé (Clementina) alternava seus “improvisos” com Bernardo Mãozinha, Aurélio ou qualquer outro “bamba” presente. A introdução de Nelsinho segue-se uma quentissima batucada, onde responte a cuíca solene de Marçal e as palmas puxadas por Zezinho, Pé Grande (marido da partideira) e até pelo que subscreve estas notas.
A TUA SINA — Este samba, pelo seu estilo, poderia ser atribuído a Bernardo Mãozinha do Estácio. Aliás, Pixingulnha conheceu bastante aquele famoso sambista, cuja obra anda merecendo um levantamento. Aqui está, segundo Clementina, o autêntico espirito dos sambas das festas de Penha. Nelsinho e Manoelzinho secundam Pixinga no acompanhamento, bem á antiga.
ELIZETE NO CHORINHO — Composto há poucos dias, é a homenagem do mestre à sua cantora preferida. Pixinga se afastou do microfone para não interferir no solo que destinou a Manoelzinho. Nelsinho está também na gravação. Chorinho carioca, no melhor estilo. QUÊ QUÊ RÊ QUÊ QUÊ — Essa corima, solada por João (oitenta e um anos de idade!), é uma saudação de Oxalá. Clementina está no coro. Na tradução literal, o verso diz: “Queira ou não queira, vamos brincar”. O canto se inicia com uma saudação de João.
MIRONGA DE MÔÇA BRANCA – “Agô kelofé”, reza João. Essa corima esconde um conflito de amor. Mironga quer dizer segredo. O homem, dentro da ritualística de Umbanda, é o cavalo de Orixá, e a alusão ao “cavalo de seu pai” (no feminino, por uma deformação do linguajar jejê), traz em seu bojo uma tentativa de aproximação sexual, segundo João. Os atabaques de Jorge Arena tem especial destaque nesta corima.
CABIDE DE MOLAMBO — Neste “samba corrido” (catalogação de João), seu autor evoca a figura do malandro “Cabide de molambo”, que conheceu em priscas eras na tendinha no Tinoco, lá na Gamboa. “Ele era aletrado, um quase poeta e que compreendia o português: era mendigo, mas servia
seus amigos” — declara João. “É um samba natural’ (?), completa João, ao informar que o escreveu por volta de 1917.
BATUOUE NA COZINHA — A introdução bastante convencional é pra caracterizar a singeleza do samba. João freqüentava uma habitação coletiva, cuja encarregado era um mulata de nome Ignez. Foi lá que João encontrou “um branco metido a mais malandro que todo mundo, um rei sultão, que me rendeu ciúme”. Diz que escreveu este samba bahiano há mais de sessenta anos. Foi desenvolvido sobre o tema folclórico. AI SEU PINGUÇA — Seu Pinguça era um festeiro. “Arranhava um violino, era vaidoso, igual ao João, usava uma rosinha no peito. Quando se tocava um choro, era o primeiro a tirar uma dona. Então, quando havia uma paradinha na música, ele dava uma quebrada de corpo e a turma gritava: “Ai seu pinguça”. Tal como faz o choro nesta gravação. A composição é recente.
FALA BAIXINHO — Chamava-se “Mascote” e foi dedicada a enfermeira que o assistiu durante o enfarte que o aconteceu em 1965. Depois coloquei letra, dai sua denominação atual. O solo da segunda é de Nelsinho. Ao fundo, mestre Canhoto dá um solene recado em seu cavaco.
ESTÁCIO, MANGUEIRA — Poderia ser também de Bernardo Mãozinha, pelo seu estilo. Dona Clara era uma estação depois de Cascadura. O Heitor do que falam no samba é o dos Prazeres. A segunda é improvisada pela partideira. Outro samba puramente carioca.
Pedrinho de Moraes permaneceu uma tarde inteira fotografando, e Glauco Rodrigues acrescentou seu talento no lay-out que completou o lindo trabalho da capa.
Variamos bastante de uisque no decorrer das gravações, dai não ser justo destacarmos esta ou aquela marca. Gravou-se este documento como se estivessemos todos num pagode da Penha, e sabemos que esta gravação sensibilizará aqueles que, com amor e respeito, acompanham a nossa história musical"
01 - Os Oito Batutas (Pixinguinha e Benedito Lacerda)
02 - Yaô (Pixinguinha/Gastão Viana)
03 - Roxá (Foclore)
04 - A Tua Sina (Foclore)
05 - Elizete No Chorinho (Pixinguinha)
06 - Quê, Quê, Rê, Quê, Quê (João da Baiana)
07 - Mironga De Moça Branca (Folclore)
08 - Cabide De Molambo (João da Baiana)
09 - Batuque Na Cozinha (João da Baiana)
10 - Ai, Seu Pinguça (Pixinguinha)
11 - Fala Baixinho (Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho)
12 - Estacio, Mangueira (Folclore)
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sábado, 1 de outubro de 2016
1967 - Elizeth Cardoso - A Enluarada Elizeth

01 Meu consolo é você (Roberto Martins, Nássara)
02 Depois de tanto amor (Paulinho da Viola)
03 Amor e lágrimas (Cláudio Santoro, Vinicius de Moraes)
04 Canto de Pedra Preta (Baden Powell, Vinicius de Moraes)
05 Modinha (Antônio C. de Brito, Hermínio Bello de Carvalho, Maurício Tapajós)
06 Carinhoso (Pixinguinha, João de Barro)
07 Capoeira três (Codó)
08 Isso é que é viver (Hermínio Bello de Carvalho, Pixinguinha)
09 Demais (Tom Jobim, Aloysio de Oliveira)
10 Melodia sentimental (Lobos, Dora Vasconcelos)
11 Seleção de Sambas da Mangueira: Fiz por você o que pude (Cartola)
Pranto de poeta (Nelson Cavaquinho-Guilherme de Brito)
Mangueira (Assis Valente-Zequinha Reis)
Mundo de zinco (Wilson Batista-Nássara)
Semente do samba (Hélio Cabral)
Lá em Mangueira (Herivelto Martins-Heitor dos Prazeres)
Onde estão os tamborins (Pedro Caetano)
Levanta, Mangueira (Luiz Antônio)
Sabiá de Mangueira (Benedito Lacerda-Eratóstenes Frazão)
Exaltação à Mangueira (Enéas Brites-Aloísio Augusto da Costa)
Praça Onze (Herivelto Martins-Grande Otelo)
Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda-Aldo Cabral)
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quinta-feira, 24 de março de 2016
1965_1967 - Clementina de Jesus & Aracy Cortez - Rosa de Ouro 1 & 2


Rosa de Ouro vol. 1
01 - Rosa de ouro (Pot-Pourri)
02 - Senhora rainha
03 - Ai Yoyo [Linda flor]
04 - Os rouxinois
06 - Escurinho (Pot-Pourri)
07 - Sobrado dourado (Pot-Pourri)
08 - Nasceste de uma semente
09 - Bate-canela
10 - Semente do samba
11 - Rosa de ouro
Rosa de Ouro vol. 2
12 - E a rosa voltou (Pot-Pourri)
13 - Isso e que e viver
14 - Flor do lodo
15 - A harmonia das flores
16 - Francesa no morro
17 - Palmares - Psiquiatra
18 - Degraus da vida (Pot-Pourri)
19 - Dona Maria, devagar (Pot-Pourri)
20 - Mulato calado
22 - Quem sabe um dia
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
1966 - Clementina de Jesus

01. Piedade (Tradicional)
02. Cangoma Me Chamou (Tradicional)
03. Barracão É Seu (Tradicional) - com João da Gente
04. Tava Dormindo (Tradicional)
05. Orgulho Hipocrisia (Paulo da Portela)
06. Coleção de Passarinhos (Paulo da Portela)
07. Garças Pardas (Zé da Zilda / Cartola)
08. Esta Melodia (Bubú da Portela / José Bispo ''Jamelão'')
09. Tute de Madame (Tradicional)
10. Vinde Vinde Companheiros (Tradicional)
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terça-feira, 3 de março de 2015
1968 - Fala Mangueira! (Carlos Cachaça, Cartola, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Odete Amaral)
1. Potpourri:
* Enquanto Houver a Mangueira (Roberto Roberti/A. Marques Jr.) — Odete Amaral
* Lá em Mangueira (Heitor dos Prazeres/Herivelto Martins) –
Clementina de Jesus
* Mundo de Zinco (Antonio Nássara/Wilson Batista) — Zezinho
2. Potpourri:
* Tempos Idos (Carlos Cachaça/Cartola) — Odete Amaral, Cartola
* Ao Amanhecer (Cartola) — Cartola & coro
* Alvorada no Morro (Carlos Cachaça/Cartola/Hermínio Bello de
Carvalho) — Odete Amaral & coro
* Quem Me Vê Sorrindo (Carlos Cachaça/Cartola) — Odete Amaral
* Alegria (Cartola) — Clementina de Jesus, Zezinho
3. Lacrimário (Carlos Cachaça) — Carlos Cachaça
4. Saudosa Mangueira (Herivelto Martins) — Clementina de Jesus
5. Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola/Hermínio Bello de Carvalho) — Odete
Amaral, com Marçal na cuíca
6. Potpourri:
* Rei Vagabundo (Nelson Cavaquinho/José Ribeiro/Noel Silva) — Nelson
Cavaquinho
* A Mangueira Me Chama (Nelson Cavaquinho/Bernardo de Almeida
Soares/José Ribeiro) — Nelson Cavaquinho
* Sempre Mangueira (Nelson Cavaquinho/Geraldo Queiroz) — Nelson Cavaquinho
* Folhas Caídas (Nelson Cavaquinho/Cesar Brasil) — Odete Amaral
* Eu e as Flores (Nelson Cavaquinho/Jair do Cavaquinho) — Nelson Cavaquinho
7. Potpourri:
* Sabiá de Mangueira (Frazão/Benedito Lacerda) — Clementina de Jesus
* Exaltação á Mangueira (Enéas Brites da Silva/Aloisio Augusto da
Costa) — Zezinho
* Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda/Aldo Cabral) — Odete Amaral (coro:
* Clementina, Zezinho/trombone: Nelsinho)a
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
1982 - O Canto dos Escravos (Clementina de Jesus, Tia Doca da Portela,Geraldo Filme)
Contrariando aqueles que minimizam a importância (e a necessidade) do Dia da Consciência Negra, abro um espaço nesta página para falar sobre o racismo no Brasil, este que é mais covarde do que sutil, como alguns acreditam.
A marginalização da cultura negra, sem uma instituição que cuidasse de preservar de alguma forma a memória musical dos cativos africanos no nosso país, gerou um curioso lapso na nossa história cultural. Ocorreu um pouco diferente nos Estados Unidos, onde as igrejas protestantes se mantiveram, bem ou mal, como reduto dessa tradição com seus Spirituals, que inclusive ganharam, a partir da década de 40 e pela voz da Marian Anderson, espaço nas salas de concerto, o 'everest' da elite musical.
Embora as culturas de origem africana tenham também se miscigenado pela Brasil afora, como é bem de costume de toda tradição oral, um de seus frutos, o Samba, em questão de duas ou três décadas passou da ilegalidade para se tornar uma das mais legítimas expressões da nossa identidade nacional.
Isso não deixa de, talvez, caracterizar a imensa hipocrisia da nossa sociedade com relação ao racismo, aquele bom e velho 'não somos racistas, mas...': "Não somos racistas, até nos apropriamos de sua música, olha só". Engana-se quem pensa que a apropriação, e até veneração, de uma cultura redimiu a sociedade de um mal tão ancestral quanto esse.
O racismo no Brasil está LONGE de ser uma cicatriz, é uma ferida aberta que sangra diariamente, facilmente verificável tanto nas atrocidades quanto nas pequenas vilezas motivadas pelo preconceito.
O preconceito não se combate com silêncio, se combate com autocrítica, com empatia, com memória.
Com relação a autocrítica pouco pode este humilde blog além de fazer um apelo aos seus poucos leitores, mas com relação à empatia e à memória creio que nada pode ser mais adequado para o dia de hoje do que a postagem de um trabalho único.
O lendário selo 'Marcus Pereira' lançou mão do trabalho do historiador Aires da Mata Machado Filho, que se dedicou a coletar os cantos entoados pelos escravos das fazendas do sertão de Minas e da Chapada Diamantina, e chamou ninguém menos de que Clementina de Jesus, Tia Doca da Portela e Geraldo Filme para interpretá-los. A memória viva dos intépretes, cujos antepassados não tão distantes entoaram cantos como os deste álbum, se aliou à memória resgatada pelo trabalho do Aires da Mata, dando a luz a uma reconstituição histórica do que há de mais ancestral na cultura negra brasileira, um registro belíssimo e poderoso, na tentativa de preencher, ainda que minimamente, essa amnésia autoinflingida pelo descaso da nossa sociedade com o negro e sua história, pelo racismo e, sobretudo, pelo silêncio.
01. Canto I (LXIV PG 85)
02. Canto II (LXII PG 84)
03. Canto III (XXXIII PG 76)
04. Canto IV (XXXIV PG 76)
05. Canto V (XXIII PG 71)
06. Canto VI (XII PG 76)
07. Canto VII (XIV PG 69)
08. Canto VIII (XXXVI PG 77)
09. Canto IX (LXI PG 84)
10. Canto X (XIV PG 83)
11. Canto XI (I PG64)
12. Canto XII (LV PG 82)
13. Canto XIII (III PG 65)
14. Canto XIV (XXVI PG 74)
Voz: Clementina de Jesus, Doca,Geraldo Filme
Tronco, atabaques, xequerê, enxada, cabaça: Djalma Correia
Atabaques, xequerê, agogô, ganzá: Papete
Atabaques, caxixi, xequerê, afoxê: Don Bira
"'O Canto dos Escravos' reúne, pela primeira e única vez, as vozes de Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Doca da Portela, entoando cântigos que os cativos africanos cantavam durante o trabalho nas fazendas brasileiras de antanho. São cantares que trazem em sua essência tanto a dor como a força do povo africano trazido à força para estas terras. Não são apenas lamentos, mas jongos e vissungos em ritmos que, muitos séculos depois, dariam origem ao samba. As canções reunidas aqui foram recolhidas pelo historiador Aires da Mata Machado Filho, durante a viagem pelos sertões de Minas Gerais e Chapada Diamantina.'
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quinta-feira, 6 de março de 2014
1970 - Clementina de Jesus - Clementina, cade você?
01 - Vai, saudade
02 - Deus vos salve a casa santa
03 - Três Corimas
04 - A Maria começa a beber
05 - Tomé
06 - Sei lá, Mangueira
07 - Beira-mar
08 - Duas modas
09 - Sereia
10 - Cercar paca
11 - A coruja comeu meu curió
12 - A Mangueira é lá no céu
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