sexta-feira, 6 de setembro de 2013

1960 - Joan Sutherland - The Art of the Prima Donna



CD 1

01. Artaxerxes: Act 3 - The soldier tir'd of war's alarms
02. Samson HWV 57: Act 3 - Let the bright seraphim
03. Norma: Act 1 - Sediziose voci...Casta Diva...Ah! bello a me ritorna
04. I Puritani: Act 1 - "Son vergin vezzosa"
05. Semiramide: Act 1 - Bel raggio lusinghier
06. I Puritani: Act 2 - "O rendetemi la speme...Qui la voce...Vien, diletto" 7
07. La Sonnambula: Act 1 - Care compagne, e voi, tenere amici
08. Faust: Act 3 - O Dieu! que de bijoux...Ah! je ris de me voir

CD 2

01. Roméo et Juliette: Act 1 - "Ah, je veux vivre"
02. Otello: Act 4 - Mia madre aveva una povera ancella...piangea cantando
03. Die Entführung aus dem Serail, K.384: Act 2 - "Martern aller Arten"
04. La traviata: Act 1 - "E strano!" - "Ah, fors'è lui" - "Sempre libera"
05. Hamlet: Act 4 - A vos jeux, mes amis, permettez-moi 8:50
06. Lakmé: Act 2 - Où va la jeune Indoue (Bell song) 7:51
07. Les Huguenots: Act 2 - O beau pays de la Touraine
08. Rigoletto: Act 1 - Scena ed Aria. "Gualtier Maldè" - "Caro nome"

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2 comentários:

Falsário Chicote disse...

"La Stupenda

Em primeiro lugar não posso deixar de registrar aqui minha paixão por Dame Joan Sutherland, minha cantora lírica preferida.

O FACH Dramatischer Koloratursopran (Soprano Coloratura Dramático) é reservado para poucas, visto que essa é considerada como a voz mais rara feminina. Dame Joan Sutherland possui exatamente esse timbre raro e é dele o seu maior expoente de todos os tempos e, em virtude disso e de seus grandes feitos, é considerada por muitos críticos como "a voz do século", "prima donna assoluta", "la stupenda"...

Esse trabalho é considerado por muitos como o maior recital já gravado além de ser um dos mais vendidos e, por estes motivos, jamais saiu do catálogo da DECCA.

A concepção desse recital era prestar uma homenagem às grandes Divas do cenário lírio, reunindo na seleção a ária mais memorável de cada uma delas, mas isso acabou tão somente comprovando a supremacia de Dame Joan Sutherland que canta divinamente todas essas árias tal qual suas maiores intérpretes. Apenas destacando algumas gravações, temos uma sensacional Casta Diva, uma das mais difíceis árias no repertório de Soprano, cantada no tom original (e esta ária geralmente é transposta meio-tom abaixo para facilitar o desempenho da Soprano), temos uma excelente Air de Bijoux de Faust, que talvez seja até melhor do que a da Dame Nellie Melba que foi considerada a melhor Desdemona, um tour-de-force na opulenta Marten aller Arten, tão boa como a primeira gravação dessa ária com a grande Lilli Lehmann e o encerramento do programa com Caro Nome e impecáveis trills, tão grandiosos como das especialistas Dame Nellie Melba e Selma Kurz.

Apesar de toda essa excepcional técnica vocal, Sutherland não é uma cantora perfeita, aliás, não há um cantor perfeito. Sua má dicção e às vezes sua falta de interpretação sempre foram os pontos críticos que, ao decorrer de sua longa carreira, foram sendo aperfeiçoados. Realmente ela não é perfeita, mas está entre os poucos cantores que chegaram bem perto de atingir esse nível tão almejado da perfeição vocal.

Considero esse um pequeno tributo à voz sem igual e à lenda viva chamada Dame Joan Sutherland.

Abraços,

Ricardo Mascaro
tudosobrecanto@hotmail.com"

Anônimo disse...

Caro amigo,
Venho fazer uma ressalva à sua excelente colocação: A dicção de Dame não se constitui enquanto problema. Dame foi mal interpretada no período em que quis, juntamente com seu maestro, oferecer algo melhor. O que vale é aquele lugar-comum: o desconhecido causa medo e estranhamento. A crítica não a compreendeu muito bem, talvez por não ser profundamente versada na alta arte do canto - o bel canto. Existe um propósito em deixar a dicção rarefeita, qual seja, propiciar que durante a emissão do som vocal o timbre encha-se de beleza e aproxime-se ao de uma flauta - ou por vezes, ao de um violino. Enfim, a sutil aproximação do seu canto à vocalização é, de fato, um presente que apenas La Stupenda poderia oferecer. Uma vez que ela usou essa técnica em obras muito conhecidas do público das opera haouses, podemos dar o próximo passo, deixando o libretto de lado e soltando-nos ao prazer de apenas ouví-la.
Abraços